.NET Framework

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Microsoft .NET (comumente conhecido por .NET Framework – em inglês: dotNet) é uma iniciativa da empresa Microsoft, que visa uma plataforma única para desenvolvimento e execução de sistemas e aplicações. Todo e qualquer código gerado para .NET, pode ser executado em qualquer dispositivo que possua um framework de tal plataforma.

Com idéia semelhante à plataforma Java, o programador deixa de escrever código para um sistema ou dispositivo específico, e passa a escrever para a plataforma .NET.

Arquitetura .NET

A plataforma .NET baseia-se em um dos principios utilizados na tecnologia Java (Just In Time Compiler – JIT), os programas desenvolvidos para ela são duplo-compilados (compilados duas vezes), uma na distribuição (gerando um código que é conhecido como “bytecodes”) e outra na execução.

Um programa é escrito em qualquer das mais de vinte linguagens de programação disponíveis para a plataforma, o código fonte gerado pelo programador é então compilado pela linguagem escolhida gerando um código intermediário em uma linguagem chamada MSIL (Microsoft Intermediate Language).

Este novo código fonte gera um arquivo na linguagem de baixo nível Assembly, de acordo com o tipo de projeto:

  • EXE – Arquivos Executáveis, Programas
  • DLL – Biblioteca de Funções
  • ASPX – Página Web
  • ASMX – Web Service

No momento da execução do programa ele é novamente compilado, desta vez pelo compilador JIT, de acordo com a utilização do programa, por exemplo: Temos um Web Site desenvolvido em ASP.NET, ao entrar pela primeira vez em uma página o JIT irá compila-la, nas outras vezes que algum outro usuário acessar esta página, ele usará esta compilação.

Também é possível, através de ferramentas específicas, “pré-compilar” o código para que não se tenha o custo da compilação JIT durante a execução.

O fato desta arquitetura utilizar a MSIL gera uma possibilidade pouco desejada entre os criadores de software que é a de fazer a “engenharia reversa“, ou seja, a partir de um código compilado, recuperar o código original. Isto não é uma idéia agradável para as empresas que sobrevivem da venda de softwares produzidos nesta plataforma.

Por causa disso, existem ferramentas que “ofuscam” o código MSIL, trocando nomes de variáveis, métodos, interfaces e etc para dificultar o trabalho de quem tentar uma engenharia reversa no mesmo.

Quem quiser saber mais sobre .NET Framework, pode baixar aqui o livro oficial da Microsoft .NET Framework 2.0 Application Development Foundation, conhecido também como 70536.

EDIT: No blog Inside Dot Net, há um artigo bom sobre este livro, para quem quer fazer a prova pra ser MCTS, é uma boa. Clique aqui e saiba mais.

Em breve surgirão post’s com resumos, conceitos e exercícios práticos dos 16 capítulos deste livro. Aguardem!

Abraços.

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